domingo, 26 de setembro de 2010

DEBATE DA RECORD

O debate da Record está sendo qualquer coisa de legal, para quem tem estômago e quem gosta de ver o descaramento em que vivemos. Bem faz o Tiririca, que vai no vácuo dessa inutilidade para ançar a sua melhor piada.


Considerações:
1. Dilma.
Está rouca e aparenta cansaço. Tanto que cometeu errinhos tolos do tipo 700 mil + 800 mil = 1500. Não empolga. Ela não é o Lula. Parece está jogando pelo empate, no caso, a manutenção da situação atual de não haver primeiro turno. ZZzzzzZZZZzzzzZZZzzzzZZZzzzZZZzzz.









2. Serra (que Deus o leve)
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É o mais cara-de-pau de todos. Não criou o Fundo de Amparo ao Trabalhador, não criou os genéricos, nunca terminou um mandado sequer na vida (nem o de presidente da UNE). Falou que foi o pai dele (Antonio Salieri FHC (que Deus o leve)) quem criou o Real, quando na verdade foi a mesma equipe do plano cruzado.

Esperteza dos fracos, ele não bate no Lula, não é louco. Entretanto bate na "mulher do Lula". Quando está encurralado diz que foi outrem, por responsabilidade própria quem fez, como sobre a Regina Duarte (que Deus a leve). Ou no caso do DEMO, partido aliado, que quer acabar com o Bolsa Família. Não foi o partido dele. Ele acha que cola.

Quando leva uma dedada no traseiro, por ordem dos marqueteiros, ele diz que "acha a pergunta muito oportuna". Mas a dedada ele leva.

Além disso, não tem projeto qualquer. Não deixa claro se ele se inspira no Lula ou no lesa-pátria do FHC (que Deus o leve).





3. Marina

Foi picada pela mosca azul da vaidade. Inflaram nela a crença de que ela podia ser presidente. Ela tenta parecer boazinha, corretinha, mas é uma sonsa. Entre os bons e os maus, os piores são os sonsos. O Plínio foi certeiro quando afirmou que ela tira o corpo quando o negócio aperta em temas polêmicos. Ela fala em plebiscito. Bobagem. Ela não quer é se comprometer, mesmo pecado capital do Lula, da Imprensa e de toda a cambada de hipócritas que já existiu.

Essa cunhã é tão redundante, que dei descarga 5 vezes só pra acabar mais rápido com água do mundo. Misturei o lixo reciclado e não reciclado e comprei palmito e atum. Ela torna a defesa do meio-ambiente uma coisa muito chata. Não dá pra saber a que veio, de fato. O que quer esse formigão-mutante para a economia? O que pensa sobre a questão energética? Ela é nada. Só serve pra legitimar de "democratica" nossa obrigação de escolher entre "sim" ou "não".

Até a semana passada estava no governo, mas finge que não é com ela. Só não leva mais rolada, porque não está bem nas pesquisas.

Ela é a cara de um formigão-mutante. Me constrange olhar pra ela por mais de três segundos.




4. Plínio

É coloquial, tranquilo, e sabe execer o papel de franco-atirador que lhe cabe. O cara é um macaco-velho, mais que esses outros três arrivistas, o que vocês esperavam? Vai no flanco de cada um dos outros três, e mesmo da imprensa. Para usar os 10 segundos que lhe restavam, pediu uma salva de palmas à platéia. Se comporta como se o debate fosse dele, não do Celso Freitas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

EM TUDO

Em tudo.

Quando se vai abaixo é necessário que se traga tesouros dos infernos. Mineiros (não os comedores calados de tutu-de-feijão) que descem ao subsolo e nos trazes as riquezas da terra são o exemplo mais concreto. Ouro, prata, cobre e ferro. Lítio, níquel e xisto betuminoso.

O trigo e a uva são exemplos caros a mim, mas nenhuma imagem me é mais cara que a descida de Yosef, morto para seu pai Yaʿaqov, e vivo na terra dos mortos, o Egito. E somente assim, a vida de seu pai tem se perpetuado. Outra tradição me conta da salvação da Alma nos ínferos do esquecimento pelo Amor.

Essa imagem poética sobre as terras de abaixo se fixou em mim como só a sabedoria mais exemplar é capaz de se anexar à nossa alma. Como um mito, por mais que se repita, é sempre nova e revivida a cada releitura.

Voltemos aos mineiros, fechando nosso recorte sobre aqueles 33 da Mina de San José, no deserto de Atacama, Chile, que hoje ainda estão nas terras de abaixo. Algo nessa situação, nessa história toda me faz crer um pouco mais na humanidade. Ainda não cheguei a qualquer conclusão sobre a nossa condição natural, exceto a de que temos um raio de possibilidades quase infinitas e, paralelamente, não somos livres.

É certo que eles voltarão. Todos vivos. Como se esse fosse o milagre a ser celebrado. Sim, milagre, mas em parte apenas.

O mistério há de ir além da nossa primeira percepção. O milagre é o tesouro que nos trazem, mesmo antes de subirem. São os laços que se criam entre si, e mesmo as animosidades geradas no ventre da terra. Todos estão com eles, porque eles, desde o seu número (33), assim como o nome da mina e o deserto, os fazem reviver a história de quem padece nas terras de baixo, e ainda assim, volta com tesouros. Neste caso, mais que somente cobre.

Espero que nunca se repita jamais tal milagre. Os homens não precisam sacrificar seus filhos toda semana para provar a fé.

Agora vamos ver se meu egoísmo permite que eu fale menos de mim.